Créditos: Conjur
A inteligência artificial (IA) generativa é utilizada ao menos uma vez a cada semana por 77% dos profissionais do Direito em suas atividades. É o que aponta um estudo feito pela plataforma de inteligência jurídica Jusbrasil em parceria com seis seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a escola de tecnologia Trybe e o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) do Rio de Janeiro.
Os resultados mostram que essa tecnologia é usada no Direito principalmente para produção de documentos: 76% dos profissionais utilizam IA para elaborar peças processuais. Ferramentas do tipo também são bastante usadas para pesquisa jurídica (59% dos profissionais), redação de pareceres e memorandos (58%) e análise e revisão de contratos (56%).
Mais de 1.800 profissionais de diferentes áreas do Direito participaram de forma voluntária do “Relatório sobre o Impacto da IA no Direito Edição 2026”. Ao todo, 83% deles atuam na iniciativa privada, 51% de forma autônoma, 26% em escritórios de advocacia e 10% em funções do setor público.

Os dados foram coletados por meio de um formulário distribuído nos canais digitais das OABs de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, além das plataformas e redes das outras instituições responsáveis. De acordo com elas, o nível de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro de 2%.
As entidades também mediram a mobilização dos operadores do Direito por qualificação profissional relacionada à IA. Segundo o estudo, 60% dos respondentes já fizeram algum tipo de capacitação nessa área da tecnologia e 22% planejam iniciar algum tipo de formação nos próximos três meses.
Além disso, 58% classificam o aprendizado de IA como urgente ou importante e 70% dizem que pretendem investir do próprio bolso para aprender sobre o uso de ferramentas de IA em 2026.
Ainda conforme a pesquisa, 60% dos profissionais que já usam IA passaram por algum tipo de treinamento ou formação na área. E 82% de quem usa essas ferramentas com frequência considera que a capacitação em IA é urgente, bem como um fator importante para a competitividade na carreira.
Por fim, o relatório revela que 79% dos profissionais afirmam atuar em organizações que incentivam o uso de tecnologia nas atividades jurídicas.